Li muitas mensagens que falam sobre a figura do professor, e muitas vezes penso que todos acabam nos vendo como uma figura mágica, capaz de resolver todos os problemas. Nossa vida é corrida, mas somos pessoas normais como qualquer profissional: acordamos cedo todos o dias, às vezes pegamos mais de uma condução para chegar à escola, muitos são “bóias –frias” dos tempos atuais pois sequer sobra tempo para almoçar em casa devido as “dobradinhas”. Temos uma clientela bem heterogênea: alunos competentes, estudiosos, desinteressados, e outros que não sabem nem o porquê de estarem na escola ( ma nós sabemos – o bolsa família...)
A violência nas Escolas ultrapassou todos os limites. Os alunos em geral tem uma grande noção sobre os seus direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, dando-lhes a liberdade no ambiente escolar ( tudo é bullyng). No final a violência sobra para todos os membros da comunidade escolar. As pessoas não entendem que junto com o direito vem o dever da obrigação e do respeito humano. Porém nem os pais de alunos e muito menos os alunos entendem essa dinâmica social.. A mesma mão que segura o lápis também porta uma arma, uma droga, um copo de bebida, comete agressão física ou até mesmo carrega um bebê nos braços.
Ele é a soma dos todos os profissionais em um só: é ser pai, mãe, irmã ou irmão, amigo, psicólogo, médico, assistente social. É pura adrenalina , ansiedade, nervosismo, frustração e para alguns ser professor tem sido mais uma vivência de dor do que de dom.
Eu enquanto professora busco iniciativas positivas, dinâmicas e atrativas para não desmotivar meus alunos, e assim formar cidadões críticos e pensantes diante uma sociedade justa e igualitária. Sei que a profissão docente não é nem mais difícil, nem mais fácil do que era algumas décadas atrás. Temos desafios todos os dias como ensinar o aluno a pensar, provocar a curiosidade ,ensinar a pesquisar, de conter a indisciplina, despertar atenção dos alunos, a ser mediadores de conflitos dentro da escola, a separar o joio do trigo, ou seja, a aplicar na vida deles o que a escola ensina, transformando assim o aprender em compreender. É diferente. Diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de um mundo em constante mudança, nosso papel vem mudando, senão na essencial tarefa de educar, pelo menos na tarefa de ensinar, de conduzir a aprendizagem e na sua própria formação que se tornou permanente e continuada.
Devemos conhecer profundamente o campo do saber que pretendemos ensinar, além de sermos capazes de produzir novos conhecimentos, através da realidade que nos cerca, sendo que isso não é tudo, existem mais inúmeras coisas que ele precisamos, como paciência, criatividade, humildade, carisma, domino próprio e de público.
Pedro Demo em uma reportagem para a revista Profissão Mestre, disse: "Ser profissional hoje é principalmente saber, todo dia, renovar a profissão". Acreditamos que nenhum comentário precisa ser feito.
Ser professor hoje é uma tarefa bem difícil, mas prazerosa, pois ele precisa se dedicar muito aos estudos, a pesquisa, ao seu desenvolvimento profissional e aos seus alunos e ser criativo. Apesar de todos esses aspectos negativos que envolvem a classe docente, ser professor deve ser muito mais um dom que a própria dor. Ser professor hoje é viver intensamente o seu tempo com consciência e sensibilidade.